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O perfil dos voleibolistas brasileiros que atuam no exterior.

Uma questão especialmente relevante para entender-se a razão e a localidade para a qual acontece a partida dos atletas que praticam voleibol, ao exterior, diz respeito ao conhecimento e estabelecimento de seu perfil.
Mediante o uso de dados disponibilizados pela CBV – Confederação Brasileira de Voleibol, para o período estabelecido entre 1º de maio de 2007 e 30 de abril de 2008,  obtiveram-se os quadros inéditos que apresentamos a seguir e que permitem a interpretação mais científica da realidade desportiva.
Selecionou-se um grupo de 100 atletas cujos dados formaram o objeto desta análise, o equivalente a 24% dos atletas registrados e referendados pela CBV em 2008 no exterior. Esta representa, portanto uma amostra significativa e robusta do ponto de vista estatístico e configura relevância na compreensão da caracterização dos atletas que atuam nesse esporte e foram ao exterior.
Para estabelecer o perfil do atleta, foram consideradas as idades; o país ao qual ele partiu; o período de tempo dado por um ano calendário de 12 meses;  e o sexo.
Resulta que os voleibolistas atuam no exterior com uma idade média de 26 anos e meio, em geral bem jovens. O desvio padrão etário, de 4,16 anos, revela que a maior parte dos atletas viaja ao exterior entre os 22 e os 30 anos. Em relação ao fator idade, a mínima registrada foi de 18 anos e a máxima de 40, conforme mostra o quadro 7.
Quanto ao país de destino, 86% dos voleibolistas atuam na Europa, conforme o quadro 8. Não há voleibolistas brasileiros trabalhando, atuando ou estudando com remuneração nos EUA, de forma marcante. Isto significa que a rota de atuação e de emigração de atletas brasileiros é determinada na Europa com destaque; na Argentina como componente do continente americano e na Ásia. A participação e a presença de atletas brasileiros nos EUA é simplesmente inexistente.
No que diz respeito aos países que acolhem mais voleibolistas, 30% foi para Portugal; 23% para a Espanha; 8% à Suíça; 6% à França ou Argentina; e 4% à Itália ou Finlândia.
Ou seja, 53% dos atletas vão aos países ibéricos. Juntos, 7 paises são responsáveis por 81% do acolhimento de atletas brasileiros no exterior. Isto significa uma alta concentração de jogadores em poucos países do mundo.
Por fim, 52% dos atletas que atuam no exterior são do sexo masculino e 48% do sexo feminino, segundo o quadro 9. Esta é uma distribuição bem satisfatória e eqüitativa, posto que praticamente equilibrada.
Portanto, os atletas que vão ao exterior são jovens, encontram oportunidades na Europa e são de ambos os sexos. Desde o fortalecimento do real em face do euro e do dólar e da estabilização macroeconômica, de 2003 em diante, ocorre um movimento de reversão, em que os atletas permanecem no país e diminuem os seus movimentos migratórios ao exterior, o que mostra oportunidades cada vez melhores para atuar e assentar no Brasil, com o apoio dos clubes, de bolsas de estudos e patrocínios empresariais.

Observação: vide os quadros no arquivo Quadros do Artigo 1.

Autoria,

Dr. Ary Graça Filho - Presidente da Confederação Brasileira de Voleibol

Professor Istvan Kasznar – Ph.D
Especialista em Economia do Esporte.
10/07/2008

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